O agronegócio brasileiro movimenta mais de R$ 2,5 trilhões por ano e sustenta praticamente um terço do PIB nacional. Por trás de cada colheitadeira vendida, de cada tonelada de fertilizante entregue e de cada contrato de sementes fechado, existe um profissional que conecta a indústria ao campo: o representante comercial no agronegócio. Se você está buscando vagas de representante comercial no agronegócio em 2026, saiba que este é um dos mercados mais aquecidos do Brasil — e a demanda por bons profissionais supera, em muito, a oferta disponível. Plataformas como a AgroAcademy têm registrado um crescimento expressivo na procura por conteúdos relacionados a carreiras comerciais no setor, refletindo o interesse crescente de profissionais que desejam migrar para o agro ou se reposicionar dentro dele.
A função de representante comercial é regulamentada pela Lei 4.886/65 (alterada pela Lei 12.246/2010) e oferece uma combinação rara no mercado de trabalho: autonomia, alto potencial de ganhos e estabilidade de demanda. Diferente de um vendedor CLT tradicional, o representante atua como pessoa jurídica, constrói sua própria carteira de clientes e pode representar uma ou várias empresas simultaneamente. Neste guia completo, preparado pela equipe da Agro Academy sob a curadoria de Rodrigo Loncarovich, vamos explorar tudo o que você precisa saber para conquistar sua vaga, entender a remuneração, dominar os requisitos legais e se destacar nesse mercado competitivo. Se você quer transformar sua carreira e aproveitar as oportunidades que o agronegócio oferece, continue lendo — este artigo foi feito para você.
Por que ser Representante Comercial no Agronegócio?
O Brasil é uma potência agrícola mundial. Somos o maior exportador de soja, café, suco de laranja, açúcar e carne bovina do planeta. Esse protagonismo não se sustenta sem uma cadeia comercial robusta — e o representante comercial é a engrenagem que faz essa cadeia girar. A cada safra, centenas de indústrias de insumos, máquinas, equipamentos, tecnologia agrícola e serviços precisam de profissionais que levem suas soluções até o produtor rural, as cooperativas, as revendas e os distribuidores.
Um dos principais atrativos da carreira é a autonomia. Diferente do modelo CLT, onde o profissional tem horário fixo, metas impostas e um teto salarial relativamente previsível, o representante comercial no agro define seus próprios horários, escolhe as empresas que deseja representar e, acima de tudo, tem ganhos diretamente proporcionais ao seu esforço e competência. Não há teto: representantes experientes com carteiras consolidadas podem ganhar valores que superam facilmente o salário de gerentes e diretores de grandes empresas.
Além disso, o agronegócio brasileiro vive um ciclo de profissionalização acelerada. A AgroAcademy tem documentado essa transformação em seus conteúdos, mostrando como o setor está migrando de práticas tradicionais para abordagens baseadas em dados, tecnologia e relacionamento estratégico. O representante comercial moderno não é apenas um “tirador de pedidos” — ele é um consultor de negócios, um parceiro do produtor e um especialista em soluções. Essa evolução valoriza enormemente os profissionais que investem em capacitação e conhecimento técnico.
Outro fator decisivo é a resiliência do setor. Enquanto outras indústrias sofrem com ciclos econômicos, crises e instabilidade, o agronegócio mantém uma demanda constante. Afinal, o mundo precisa comer — e o Brasil é um dos poucos países com capacidade de expandir significativamente sua produção. Isso significa que as vagas de representante comercial no agronegócio tendem a crescer de forma consistente nos próximos anos, especialmente em segmentos como agricultura de precisão, bioinsumos, energia renovável no campo e tecnologia agrícola (AgTechs).
Por fim, existe um componente de propósito que atrai muitos profissionais. Trabalhar no agro é contribuir diretamente para alimentar o Brasil e o mundo. É fazer parte de uma cadeia que gera emprego, renda e desenvolvimento em milhares de municípios — muitos deles distantes dos grandes centros urbanos. Como destaca Rodrigo Loncarovich, fundador da Agro Academy: o profissional que entende o agronegócio e domina a arte da venda consultiva tem, literalmente, um oceano de oportunidades pela frente.
O que faz um Representante Comercial no Agro?
Antes de sair buscando vagas, é fundamental entender com profundidade o que esse profissional faz no dia a dia, como sua atuação se diferencia do vendedor CLT tradicional e quais são os modelos de representação disponíveis no mercado. A AgroAcademy preparou este detalhamento para que você entre no mercado com clareza total sobre a função.
Rotina diária do Representante Comercial no Agronegócio
A rotina de um representante comercial no agro é dinâmica e exige disciplina, planejamento e resiliência. Diferente de profissões que acontecem dentro de um escritório, grande parte do trabalho ocorre na estrada, nas fazendas, nas revendas e nas cooperativas. Um dia típico pode incluir:
- Planejamento de rotas e agendamento de visitas: o representante organiza sua semana considerando a localização geográfica dos clientes, a sazonalidade (período de plantio, colheita, entressafra) e as prioridades comerciais. Ferramentas de CRM e aplicativos de roteirização são cada vez mais comuns.
- Visitas a produtores rurais e revendas: esse é o coração da atividade. O representante apresenta produtos, negocia condições, coleta pedidos, resolve problemas e, principalmente, constrói relacionamento. No agro, a confiança pessoal vale mais do que qualquer catálogo.
- Acompanhamento técnico: dependendo do segmento, o representante pode acompanhar a aplicação de produtos (defensivos, fertilizantes, sementes), demonstrar o funcionamento de equipamentos ou fornecer suporte técnico básico. Quanto mais conhecimento técnico o profissional tiver, mais valor ele agrega.
- Gestão administrativa: emissão de relatórios de vendas, acompanhamento de pedidos, controle de comissões, gestão financeira da própria empresa (já que o representante atua como PJ) e comunicação com as empresas representadas.
- Participação em eventos: feiras agrícolas (como Agrishow, Tecnoshow, Bahia Farm Show), dias de campo, eventos de lançamento de produtos e treinamentos técnicos fazem parte do calendário do representante. São oportunidades de networking, aprendizado e geração de novos negócios.
- Prospecção de novos clientes: além de manter a carteira ativa, o representante precisa constantemente ampliar sua base. Isso envolve pesquisa de mercado, indicações, abordagem em eventos e presença digital — inclusive em plataformas como a Agro Academy, que conecta profissionais do setor.
Diferença entre Representante Comercial e Vendedor CLT
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre profissionais que estão avaliando a transição de carreira. As diferenças são substanciais e impactam diretamente a forma como o profissional trabalha, ganha e se desenvolve:
- Vínculo jurídico: o vendedor CLT tem carteira assinada, com todos os direitos trabalhistas (FGTS, férias, 13º, etc.). O representante comercial atua como pessoa jurídica (geralmente MEI, ME ou EIRELI), regulamentado pela Lei 4.886/65. Não há vínculo empregatício — há um contrato de representação comercial.
- Remuneração: o vendedor CLT recebe salário fixo + comissão variável. O representante comercial recebe exclusivamente comissões sobre as vendas realizadas (salvo acordos específicos de ajuda de custo). Isso significa que o teto de ganhos é, teoricamente, ilimitado.
- Autonomia: o vendedor CLT responde a um gerente, cumpre horário e segue políticas internas da empresa. O representante define sua própria agenda, escolhe seus métodos de trabalho e pode, inclusive, representar mais de uma empresa (desde que não haja conflito de interesses ou cláusula de exclusividade).
- Investimento próprio: o representante arca com seus custos operacionais — veículo, combustível, telefone, hospedagem, alimentação. Esse investimento é compensado pelas comissões mais altas e pela liberdade de atuação.
- Proteção legal: a Lei 4.886/65 garante ao representante direitos importantes, como aviso prévio de 30 dias (ou indenização equivalente a 1/12 das comissões auferidas durante o contrato) em caso de rescisão sem justa causa por parte da empresa representada. É a chamada “indenização do representante comercial”.
Tipos de Representação Comercial no Agronegócio
Existem diferentes modelos de atuação, e escolher o mais adequado ao seu perfil e momento de carreira é uma decisão estratégica importante:
Representante Autônomo (Single-brand): atua representando uma única empresa, geralmente com contrato de exclusividade territorial. É o modelo mais comum para quem está começando, pois permite foco total em um único portfólio de produtos. A desvantagem é a dependência de uma única fonte de comissão — se a empresa tiver problemas ou rescindir o contrato, o impacto é imediato.
Representante Multi-carteira: representa duas ou mais empresas simultaneamente, desde que os produtos não sejam concorrentes entre si. Por exemplo, um representante pode trabalhar com uma marca de sementes, outra de fertilizantes e outra de equipamentos de irrigação. Esse modelo oferece maior segurança financeira (diversificação de fontes de renda) e permite ao representante oferecer um “pacote” mais completo ao produtor rural. É o modelo mais buscado por profissionais experientes e o que geralmente oferece os maiores ganhos.
Representante Exclusivo (com território definido): semelhante ao autônomo, mas com contrato que garante exclusividade territorial — ou seja, a empresa se compromete a não designar outros representantes na mesma região. Esse modelo oferece maior previsibilidade e é comum em mercados de máquinas e equipamentos de alto valor agregado, onde o relacionamento de longo prazo com o cliente é essencial.
A equipe da AgroAcademy recomenda que profissionais iniciantes comecem com um modelo autônomo ou exclusivo para construir experiência e reputação, migrando gradualmente para o modelo multi-carteira conforme consolidam sua carteira de clientes e ampliam sua rede de contatos no setor.
Quanto ganha um Representante Comercial no Agronegócio?
A remuneração do representante comercial no agronegócio varia enormemente conforme a experiência, o segmento de atuação, a região, o porte das empresas representadas e, principalmente, a capacidade comercial do profissional. Diferente de carreiras CLT, onde é possível consultar faixas salariais em sites de emprego, a remuneração do representante é baseada em comissões — e os valores podem surpreender tanto positiva quanto negativamente.
Para dar uma visão realista, compilamos dados de mercado referentes a 2025-2026 com base em informações do CORE (Conselho dos Representantes Comerciais), pesquisas setoriais e relatos de profissionais atuantes. Os valores consideram a renda bruta mensal (antes de impostos e custos operacionais):
| Nível / Perfil | Comissão Média (%) | Renda Bruta Mensal Estimada | Observações |
|---|---|---|---|
| Representante Iniciante | 3% a 5% | R$ 4.000 – R$ 8.000 | Primeiros 12-18 meses; carteira em construção; foco em volume |
| Representante Experiente | 4% a 7% | R$ 10.000 – R$ 20.000 | 3+ anos de atuação; carteira consolidada; região definida |
| Representante Multi-carteira | 3% a 8% (por empresa) | R$ 18.000 – R$ 40.000 | Representa 3+ empresas complementares; alta diversificação |
| Representante Top Performer | 5% a 10% | R$ 40.000 – R$ 80.000+ | Referência no mercado; carteira premium; contratos de alto valor |
| Gerente de Representantes | Override de 1% a 3% | R$ 25.000 – R$ 60.000 | Coordena equipe de representantes; comissão sobre vendas da equipe |
É importante destacar que esses valores representam a renda bruta. O representante comercial, como PJ, precisa arcar com impostos (Simples Nacional, geralmente entre 6% e 15,5%), custos de deslocamento, veículo, telefonia e outros gastos operacionais. Em média, a renda líquida corresponde a 55%-70% da renda bruta, dependendo da eficiência na gestão de custos.
Os segmentos que costumam oferecer as melhores comissões no agro são: máquinas e implementos agrícolas (ticket médio alto), sistemas de irrigação (projetos de grande porte), tecnologia agrícola e agricultura de precisão (margens elevadas) e bioinsumos (mercado em expansão acelerada). Já segmentos como sementes e fertilizantes commoditizados tendem a ter comissões percentuais menores, mas compensam pelo alto volume de vendas.
Onde encontrar oportunidades de representação comercial no Agro?
Encontrar boas vagas de representante comercial no agronegócio exige uma abordagem multifacetada. O mercado de representação comercial não funciona como o mercado de empregos CLT — muitas oportunidades não são publicadas em plataformas tradicionais e dependem de networking, prospecção ativa e posicionamento estratégico. Veja os principais canais:
1. Conselhos Regionais dos Representantes Comerciais (COREs): cada estado brasileiro tem seu CORE, que mantém cadastros de empresas que buscam representantes. Estar registrado no CORE é obrigatório (falaremos disso adiante) e abre portas para oportunidades que não chegam ao mercado aberto. O site do CONFERE (Conselho Federal) e dos COREs estaduais publicam editais e oportunidades regularmente.
2. Plataformas especializadas em representação comercial: sites como RepresentaComercial.com.br, AgendaAgro e portais setoriais publicam vagas específicas para representantes no agro. A Agro Academy também divulga oportunidades em seus canais e comunidade de alunos.
3. LinkedIn e redes profissionais: muitas indústrias do agronegócio publicam oportunidades de representação no LinkedIn. Busque por termos como “representante comercial agronegócio”, “representação comercial agrícola”, “representante de vendas agro” e filtre por sua região de interesse. Manter um perfil otimizado e ativo na plataforma é essencial.
4. Feiras e eventos do setor: Agrishow, Tecnoshow Comigo, Show Rural Coopavel, Bahia Farm Show, AgroBrasília, Expointer — esses eventos reúnem centenas de empresas que estão constantemente buscando representantes para expandir sua cobertura geográfica. Participar presencialmente e fazer networking é uma das formas mais eficazes de conseguir boas oportunidades.
5. Prospecção direta com indústrias: identifique empresas do segmento que você deseja representar e entre em contato diretamente com o departamento comercial ou de desenvolvimento de canais. Muitas empresas valorizam a iniciativa do profissional que se apresenta de forma proativa, com um plano de atuação territorial e conhecimento do mercado local.
6. Associações e cooperativas: entidades como a ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio), sindicatos rurais e cooperativas frequentemente intermediam contatos entre empresas e profissionais comerciais.
7. Grupos e comunidades do agro: grupos de WhatsApp, Telegram e Facebook voltados para profissionais do agronegócio são fontes surpreendentemente eficazes de oportunidades. A comunidade da AgroAcademy, por exemplo, conecta profissionais de diversas áreas do agro e facilita o intercâmbio de oportunidades comerciais.
Uma estratégia recomendada por Rodrigo Loncarovich é combinar pelo menos três desses canais simultaneamente. “Não dependa de um único canal. O representante de sucesso está sempre prospectando — tanto clientes finais quanto novas empresas para representar. Essa mentalidade ativa é o que diferencia quem constrói uma carreira sólida de quem fica esperando a oportunidade cair no colo”, orienta o especialista.
Como se preparar para ser Representante Comercial no Agronegócio
Entrar no mercado de representação comercial no agro exige preparação em múltiplas frentes: legal, técnica, comercial e comportamental. Nesta seção, detalhamos cada aspecto para que você esteja completamente preparado antes de buscar sua primeira representação.
Registro no CORE (Conselho dos Representantes Comerciais)
O primeiro passo — e o mais importante do ponto de vista legal — é obter o registro no CORE do seu estado. O exercício da profissão de representante comercial sem registro é irregular e pode acarretar multas e impedimentos legais. O processo de registro envolve:
- Ser maior de 18 anos e estar em pleno gozo dos direitos civis.
- Possuir CNPJ ativo com CNAE compatível (4618-4/99 — Representantes comerciais e agentes do comércio de produtos agropecuários, ou similar).
- Apresentar documentação pessoal e empresarial (contrato social, comprovante de endereço, certidões negativas).
- Pagar a taxa de inscrição e a anuidade do CORE estadual.
- Não possuir condenação por crime infamante (conforme previsto na Lei 4.886/65, artigo 4º).
O número CORE é sua credencial profissional. Ele deve constar em todos os seus contratos de representação e materiais de apresentação. Empresas sérias exigem o registro como pré-requisito para firmar contrato.
Habilidades essenciais para o Representante Comercial no Agro
Além da habilitação legal, o mercado exige um conjunto de competências que vão muito além de “saber vender”. O representante comercial de alta performance no agronegócio precisa desenvolver:
Conhecimento técnico do setor: entender de agricultura, pecuária, ciclos de culturas, manejo de solo, pragas e doenças, irrigação — o nível de profundidade depende do segmento, mas o básico é obrigatório. O produtor rural respeita quem entende do campo, não quem apenas empurra produto.
Habilidade de negociação: o agro envolve negociações complexas, com valores altos, prazos longos (muitas vezes atrelados à safra), operações de barter (troca de insumos por grãos) e múltiplos decisores. Dominar técnicas de negociação — como as metodologias SPIN Selling e Challenger Sale — é um diferencial competitivo enorme.
Gestão de relacionamento: no agro, o relacionamento é tudo. O representante precisa construir e manter relações de longo prazo baseadas em confiança, cumprimento de promessas e presença constante. CRM (Customer Relationship Management) não é luxo — é ferramenta básica de trabalho.
Disciplina e autogestão: sem um chefe cobrando resultados diariamente, o representante precisa ser seu próprio gestor. Isso exige disciplina para planejar rotas, cumprir agendas, controlar finanças e manter a consistência de prospecção mesmo nos períodos de entressafra.
Inteligência de mercado: acompanhar preços de commodities, cotação do dólar, políticas de crédito rural (Plano Safra), lançamentos de produtos, movimentos da concorrência e tendências tecnológicas. O representante que chega ao produtor com informações relevantes e atualizadas se posiciona como consultor, não como vendedor.
Cursos e capacitação
Investir em formação contínua é imprescindível. Algumas recomendações da equipe da Agro Academy:
- Cursos de técnicas de vendas voltados para o agronegócio — incluindo vendas consultivas, SPIN Selling adaptado ao agro e gestão de carteira de clientes rurais.
- Formações técnicas no segmento escolhido: agronomia básica, manejo integrado de pragas, nutrição de plantas, mecanização agrícola, agricultura de precisão, entre outros. Muitas empresas representadas oferecem treinamentos gratuitos aos seus representantes.
- Gestão financeira para PJ: entender tributação (Simples Nacional, Lucro Presumido), fluxo de caixa, precificação e controle de custos é vital para a sustentabilidade do negócio.
- Marketing pessoal e digital: a presença digital do representante (LinkedIn, Instagram profissional, conteúdo em vídeo) está se tornando cada vez mais relevante. Os conteúdos da AgroAcademy sobre marketing no agro são excelentes recursos nesse sentido.
- Legislação aplicada: conhecer a fundo a Lei 4.886/65, entender cláusulas contratuais, direitos e deveres do representante e da empresa representada. Um contrato mal firmado pode custar muito caro.
Rodrigo Loncarovich enfatiza que o maior erro dos profissionais que entram na representação comercial é subestimar a fase de preparação. “Muita gente quer começar a vender amanhã, mas não investe tempo em entender o mercado, o produto e o cliente. O representante que se prepara de verdade constrói uma carreira de décadas; o que entra apressado geralmente desiste nos primeiros seis meses”, alerta o fundador da Agro Academy.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre Vagas de Representante Comercial no Agronegócio
Preciso ter formação em Agronomia para ser representante comercial no agro?
Não é obrigatório. A Lei 4.886/65 não exige formação específica para o exercício da representação comercial. No entanto, ter formação ou conhecimento técnico na área agrícola é um diferencial enorme. Profissionais com background em agronomia, engenharia agrícola, veterinária, zootecnia ou áreas correlatas costumam ter vantagem na construção de credibilidade junto aos produtores. Dito isso, muitos representantes de sucesso vêm de áreas como administração, marketing e até de outros setores — o que importa é a disposição para aprender sobre o campo e investir em capacitação contínua.
Quanto custa para se registrar no CORE e começar a atuar?
Os custos variam conforme o estado, mas em geral a taxa de inscrição no CORE fica entre R$ 300 e R$ 800, e a anuidade entre R$ 400 e R$ 1.200 (valores de 2026). Além disso, é preciso considerar os custos de abertura e manutenção do CNPJ (contador, taxas municipais e estaduais), aquisição ou adaptação de veículo, materiais de trabalho e capital de giro para os primeiros meses (já que as comissões podem demorar 30-90 dias para serem pagas). No total, estima-se que o investimento inicial para começar a operar como representante comercial no agro fique entre R$ 5.000 e R$ 15.000, dependendo do segmento e da estrutura desejada.
Posso representar empresas concorrentes simultaneamente?
Não. A legislação e as boas práticas do mercado proíbem a representação simultânea de empresas concorrentes. Isso configuraria conflito de interesses e poderia resultar na rescisão do contrato por justa causa. No entanto, é perfeitamente legal — e até recomendável — representar empresas de segmentos complementares. Por exemplo: uma empresa de sementes, outra de defensivos e outra de fertilizantes. O modelo multi-carteira com empresas complementares é, inclusive, o mais lucrativo e estável para representantes experientes.
O que acontece se a empresa rescindir meu contrato de representação?
A Lei 4.886/65 (artigo 27, alínea “j”) garante ao representante comercial o direito a uma indenização equivalente a 1/12 (um doze avos) de todas as comissões recebidas durante a vigência do contrato, em caso de rescisão sem justa causa por parte da empresa representada. Além disso, a empresa deve conceder aviso prévio de 30 dias ou pagar o valor equivalente. É fundamental que o contrato de representação esteja bem redigido e registrado, preferencialmente com acompanhamento jurídico. A AgroAcademy recomenda que todo representante tenha um advogado especializado em direito comercial como parceiro permanente.
Qual a melhor região do Brasil para atuar como representante comercial no agro?
As regiões com maior concentração de atividade agrícola — e, portanto, maior demanda por representantes — são o Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul), o Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina), o Sudeste agrícola (interior de São Paulo, Triângulo Mineiro) e as fronteiras agrícolas do Norte e Nordeste (MATOPIBA — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). No entanto, a “melhor” região depende do segmento: máquinas agrícolas de grande porte concentram-se no MT e GO; hortifruticultura no interior de SP e MG; pecuária no MS, PA e TO. O ideal é avaliar onde está a demanda pelo produto que você vai representar e onde há menor concorrência de outros representantes.
Como lidar com a sazonalidade das vendas no agronegócio?
A sazonalidade é um dos maiores desafios do representante comercial no agro. As vendas concentram-se fortemente nos períodos de pré-plantio e pós-colheita, quando o produtor está tomando decisões de compra. Para lidar com isso, as melhores práticas incluem: (1) trabalhar com o modelo multi-carteira, representando produtos com ciclos de venda complementares; (2) utilizar o período de entressafra para prospecção, planejamento e capacitação; (3) negociar com as empresas representadas condições de antecipação de comissões ou ajuda de custo nos meses de baixa; (4) manter uma reserva financeira equivalente a pelo menos 3-4 meses de despesas operacionais. O bom representante transforma a entressafra em período de investimento — em conhecimento, relacionamento e planejamento — para colher resultados na próxima safra.
É possível começar como representante comercial no agro morando na capital?
Sim, é possível, mas exige disposição para viajar extensivamente. A maioria dos clientes do agro está no interior, e a presença física é fundamental para construir relacionamento. Muitos representantes de sucesso moram em cidades de médio porte estrategicamente localizadas em regiões agrícolas, o que reduz custos de deslocamento e aumenta a proximidade com os clientes. Se você mora em uma capital, considere especializar-se em segmentos que possuam revendas e distribuidores urbanos (como tecnologia agrícola e software) ou esteja preparado para rotinas de viagem de 3-4 dias por semana ao interior.
Conclusão
As vagas de representante comercial no agronegócio representam uma das oportunidades mais sólidas e lucrativas do mercado brasileiro em 2026. Em um setor que não para de crescer, que demanda profissionais qualificados e que valoriza meritocracia, a representação comercial oferece um caminho de carreira com autonomia, alto potencial de ganhos e propósito real. Não se trata de um emprego — trata-se de um negócio próprio, respaldado por legislação específica (Lei 4.886/65), regulamentado pelo sistema CORE-CONFERE e inserido no maior motor econômico do país.
Para ter sucesso, o caminho é claro: regularize-se junto ao CORE, invista pesadamente em conhecimento técnico e comercial, construa uma rede de relacionamentos genuína no setor e mantenha a disciplina que a atividade exige. Comece com foco — uma empresa, um segmento, uma região — e evolua para o modelo multi-carteira conforme ganhar experiência e reputação. Utilize todos os canais disponíveis para encontrar oportunidades, desde plataformas digitais até feiras presenciais, e nunca pare de prospectar.
A AgroAcademy, sob a liderança de Rodrigo Loncarovich, continuará acompanhando e publicando conteúdos sobre o mercado de trabalho no agronegócio. Se este guia foi útil, explore nossos outros materiais sobre carreiras no agro — de social media a tráfego pago, de marketing a vendas, cobrimos todas as frentes para que você encontre o seu lugar nesse setor extraordinário. O agronegócio brasileiro precisa de profissionais comerciais de excelência. A pergunta é: você está pronto para atender a essa demanda?
📚 Leia também
O que dizem nossos alunos
"Os conteúdos são extremamente práticos. Consegui estruturar minha equipe de vendas seguindo as metodologias da Agro Academy."
"A Agro Academy transformou minha forma de vender no agro. Apliquei as estratégias de marketing digital e meu faturamento cresceu 40% em 6 meses."
Quer dominar o mercado do agronegócio?
Acesse conteúdos exclusivos sobre marketing, vendas e carreira no agro.
COMECE AGORA →Rodrigo Loncarovich
Fundador da Agro Academy. Especialista em marketing e vendas no agronegócio.
Siga no Instagram
