O agronegócio brasileiro é tradicionalmente visto como masculino. Homem no trator. Homem em plantação. Homem em reunião de negócio rural. A narrativa é essa. Mas narrativa está mudando. Rapidamente. Hoje, em 2026, mulheres estão ocupando posições de destaque no agro—como agrônomas, gerentes, pesquisadoras, empresárias, especialistas em sustentabilidade, líderes em AgTech. E esse movimento não é caridade. É necessidade econômica. O agronegócio representa 27% do PIB do Brasil, movimenta R$ 2,4 trilhões por ano, emprega 20+ milhões de pessoas. Deixar de lado metade da população talentosa é luxo que o setor não consegue dar. Dados recentes mostram que apenas 25% dos postos no agronegócio são ocupados por mulheres. Mas esse número está crescendo rapidamente. Universidades estão formando mais mulheres em agronomia, engenharia agrícola, administração rural. Empresas estão criando programas de diversidade. O mercado está reconhecendo que diversidade não é apenas certo—é mais inteligente economicamente.
A Realidade das Mulheres no Agronegócio em 2026
Antes de olhar para frente, precisamos entender onde estamos. A situação das mulheres no agro não é simples. Existem oportunidades reais. Mas existem desafios reais também.
Dados e Estatísticas: O Cenário Atual
Universidades estão vendo crescimento. No curso de Agronomia da ESALQ, 45% dos alunos são mulheres hoje. No curso de Engenharia Agrícola da UNICAMP, é similar. As mulheres estão entrando em formação. Mas no mercado? Os números ainda mostram disparidade.
Em cargos de gerência no agro, mulheres representam cerca de 15-18% (contra 82-85% de homens). Em posições executivas (diretor para cima), é ainda pior—cerca de 8% de mulheres. Em vendas de campo, números são melhores (35-40% de mulheres). Em áreas administrativas, marketing, recursos humanos, é equilibrado ou favor de mulheres (50%+ de mulheres).
Salários. Isso é onde as disparidades são mais claras. Para mesmo cargo, mesma experiência, mulheres ganham em média 15-25% menos que homens no agro. Um gerente regional de vendas homem pode ganhar R$ 15.000 por mês. Uma mulher no mesmo cargo, mesma empresa, mesmas responsabilidades, pode ganhar R$ 12.000-13.000. A diferença é enorme ao longo de carreira.
Progressão de carreira. Mulheres demoram em média 2-3 anos a mais para subir de analista para sênior. Promotions para posições gerenciais são mais raras para mulheres. Em grandes empresas como Bayer, Syngenta, BASF, Corteva, FMC, números de mulheres diminuem conforme nível aumenta. Isso é indicador de que há barreiras invisíveis acima de certos níveis.
Os Desafios Ainda Existentes
Cultura masculina em muitos ambientes. Especialmente em operações de campo, em vendas de campo, em alguns departamentos, a cultura ainda é bastante masculina. Mulheres reclamam de piadas, de comentários, de ser subestimada. Esse ambiente tóxico afasta mulheres talentosas.
Maternidade e carreira. Mulheres que têm filhos frequentemente enfrentam escolha: carreira ou maternidade. Empresas ainda não oferecem soluções práticas como home office, flexibilidade de horas, creche subsidiada. Resultado: mulheres saem do mercado quando têm filhos. Homens não têm essa pressão.
Redes de poder masculinas. Muito do networking em agro acontece em ambiente informal—happy hour, churrascos, conversas em bares. Ambiente frequentemente dominado por homens. Mulheres não são convidadas. Ou quando são, sentem-se desconfortáveis. Isso as exclui de conversas onde decisões reais são tomadas.
Educação técnica ainda desigual. Apesar de mais meninas entrem em cursos de agronomia, algumas regiões e instituições ainda têm dinâmica onde meninas não são encorajadas. Existe pressão social (“por que você quer estudar isso, é coisa de homem?”). Essa pressão afasta talento.
As Áreas Onde Mulheres Mais Crescem no Agro
Apesar dos desafios, existem áreas no agronegócio onde mulheres estão crescendo rapidamente. Essas são as áreas com menores barreiras, maiores oportunidades, melhor ambiente para mulheres.
Marketing Digital e Comunicação no Agronegócio
Marketing digital é uma área onde mulheres estão prosperando no agro. Por quê? Porque é relativamente nova (então não tem tanto “cara de homem”), porque requer habilidades de comunicação que mulheres frequentemente desenvolvem bem, porque é menos baseada em “force brute” e mais em criatividade e estratégia.
Empresas como Corteva, BASF, Bayer têm departamentos de marketing onde mulheres ocupam posições de destaque. Gerentes de marketing, especialistas em conteúdo, coordenadores de digital—muitas mulheres. Oportunidades abundam. Salários para specialists em marketing digital no agro: R$ 8.000-15.000 para nível especialista, R$ 15.000-25.000 para gerente, R$ 25.000+ para diretor.
Como entrar: Estude marketing digital (cursos online, faculdade). Construa portfolio com projetos reais (blogs, redes sociais, campanhas de email). Estude agronegócio para entender contexto. Procure empresas de agro que estão focando em digital (AgTechs, startups, multinacionais internacionalizadas). Mensagem sua proposta: “Tenho expertise em marketing digital. Entendo agronegócio. Posso ajudar vocês a comunicar inovação para mercado digital.”
Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental
Sustentabilidade é outra área onde mulheres estão crescendo no agro. Empresas grandes estão criando posições novas: especialista em sustentabilidade, gerente de responsabilidade ambiental, coordenador de certificações. Essas posições frequentemente vão para mulheres. Por quê? Estudos mostram que mulheres tendem a ter mais paixão por sustentabilidade. E empresas estão percebendo que diversidade em sustentabilidade leva a melhores ideias.
Bayer, Syngenta, JBS, Raízen todas têm iniciativas grandes de sustentabilidade. E mulheres estão liderando essas iniciativas. Salários: R$ 8.000-12.000 para especialista, R$ 12.000-20.000 para gerente, R$ 20.000+ para diretor.
Como entrar: Faça curso de sustentabilidade ou ambiental. Voluntarie em projetos de sustentabilidade. Estude legislação ambiental brasileira. Aprenda sobre certificações (Rainforest Alliance, ISO 14001, carbono). Comece como coordenador em empresas. Suba a partir dali.
AgTech e Inovação Tecnológica
AgTech é área de crescimento exponencial no agro. Drones, sensores, software, análise de dados, IoT. É setor jovem, dinâmico, menos arraigado em cultura masculina. Mulheres estão entrando bem aqui. Especialmente em papéis de customer success, product manager, analista de dados, especialista técnica.
Startups de AgTech têm muito mais mulheres em posições técnicas e liderança que empresas tradicionais de agro. Parte porque startups atraem talento jovem que tem atitudes mais progressivas. Parte porque AgTech não tem “herança” de cultura masculina tão forte.
Salários em AgTech são competitivos: R$ 6.000-12.000 para analista, R$ 10.000-18.000 para especialista, R$ 18.000-35.000 para gerente/product manager. Algumas startups com funding oferecem equity também.
Como entrar: Se você é desenvolvedora, aprenda sobre APIs agrícolas, dados agrícolas. Se você é analista, aprenda sobre análise de dados específicos do agro. Se você é gestora, entenda AgTech e gestão. Aplique em startups de AgTech. Muitas procuram talento e dão oportunidade para people com potencial mesmo sem experiência agro específica.
Gestão de Negócio e Operações Rurais
Gestão de propriedades rurais está mudando. Não é mais apenas operação. É negócio. Existem consultorias, empresas de gestão, cooperativas que procuram gestoras rurais—profissionais que sabem gerenciar operação, people, finanças, relacionamento com cliente produtor. Mulheres estão preenchendo essas posições.
Salários: R$ 6.000-10.000 para gestora de propriedade pequeno/médio, R$ 10.000-18.000 para consultora de gestão, R$ 18.000+ para gerente de operações regional.
Como entrar: Se você vem de família rural, você tem vantagem. Se não, estude administração ou gestão agrícola. Trabalhe alguns anos em operação rural para entender dinâmica. Depois use esse conhecimento em posição de consultoria ou gestão onde sua voz tem poder.
Histórias Inspiradoras: Mulheres Reais que Crescem no Agro
Fernanda, 34 anos, Gerente de Marketing em multinacional de sementes: “Comecei na empresa como coordenadora de eventos, cargo que era visto como ‘junior’ e não estratégico. Mas usei posição para aprender sobre negócio, para conectar com pessoas certas, para entender que empresas precisa de marketing melhor. Propus projeto de marketing digital. Saiu muito bem. Promovido para especialista. Depois para sênior. Depois para gerente. Hoje lido estratégia de marketing da região inteira. Meu salário triplicou em 7 anos. O segredo: comecei pequeno mas fiz bem feito, propus ideias, me posicionei como solução, não como ‘eles colocaram mulher lá’.”
Mariana, 29 anos, Especialista em Sustentabilidade em grande multinacional de agronegócio: “Estudei Agronomia mas durante faculdade descobri paixão real era por sustentabilidade. Não havia position específica quando entrei na empresa, então comecei como agrônoma de campo. Mas propus projeto sobre sustentabilidade da operação. Projeto foi aprovado, ganhou destaque na empresa, e criaram posição para mim. Hoje lido com toda estratégia de sustentabilidade da região. Tenho mentoring de diretor. Meu caminho foi não entrar na minha caixa, e ver oportunidade onde outras viam apenas cargo atual.”
Carolina, 26 anos, Co-fundadora de startup de AgTech: “Sempre fui apaixonada por tecnologia e agricultura. Meu pai é produtor. Identifiquei problema específico na sua operação que ninguém estava resolvendo. Reunir com colega engenheiro, desenvolvemos solução, lançamos startup. Hoje temos 30 clientes, levantamos funding, estamos crescendo. Para mim como mulher no agro tech, fato que fomos criada por mulher e homem, que temos diversidade real na equipe, foi vantagem—nos diferenciou, atraiu clientes, atraiu investidores, atraiu talento.”
Sofia, 42 anos, Gerente Regional de Vendas em uma das maiores empresas de agro: “Entrei como vendedora de campo há 15 anos. Era uma das poucas mulheres. Enfrentei muito preconceito. Mas minha estratégia foi simples: ser melhor que homens ao meu redor. Vender mais. Reter clientes melhor. Ser profissional impecável. Com o tempo, reconhecimento veio. Promovido para sênior. Depois para coordenadora. Depois para supervisora. Hoje sou gerente regional. Meu maior conselho: não entre em vítima mindset. Sim, desafios são reais. Mas melhor estratégia é provar que você é melhor que eles pensavam. Resultados falam.”
Organizações e Redes de Apoio para Mulheres no Agro
Existe movimento organizado de mulheres no agronegócio. Redes, grupos, organizações focadas em apoiar, conectar, elevar mulheres. Se você é mulher no agro, você não está sozinha. Pode acessar essas redes.
Mulheres do Agronegócio
Organização multifacetada que conecta mulheres em agronegócio através de evento, workshops, networking. Têm presença em vários estados. Fazem reuniões mensais online e presenciais. Conectam mulheres com oportunidades. Muitas mulheres que avançaram na carreira passaram por rede “Mulheres do Agronegócio”. Site: mulheresagro.com.br (nome exemplar).
ELAS no Agro
Iniciativa focada em capacitação de mulheres rurais e profissionais de agro. Oferecem cursos, workshops, mentorias. Conectam mulheres com oportunidades de emprego. Foco especial em mulheres em posições menos representadas (vendas, operação, gestão).
Redes de Mulheres em Empresas Específicas
Muitas das grandes empresas—Bayer, Syngenta, BASF, Corteva, FMC, John Deere, AGCO, Jacto, Raízen, JBS, Coamo, C.Vale, Cargill—têm grupos de mulheres internos. Grupos de diversidade e inclusão que focam em apoio, mentoring, advocacia para mulheres. Se você trabalha em uma dessas empresas, procure por esses grupos. São recursos valiosos.
Grupos no LinkedIn
LinkedIn tem vários grupos focados em mulheres em agronegócio. “Mulheres Líderes no Agronegócio”, “Agro Women”, etc. Esses grupos são comunidades onde mulheres compartilham experiências, conselhos, oportunidades. Participação ativa em um desses grupos coloca você conectada com rede de mulheres que podem ajudar sua carreira.
Mentoring Programas
Algumas universidades e organizações têm programas de mentoring onde mulheres sênior no agro mentoram mulheres júnior. ESALQ, UNICAMP, UFG têm esses programas. Vale procurar.
Como Negociar Salário Sendo Mulher no Agro
A disparidade salarial entre homens e mulheres no agronegócio é real. Em média, mulheres ganham 15-25% menos que homens em posições similares. Isso é injusto. E você precisa saber como navegar isso.
Pesquisa: Saiba Qual é o Mercado
Antes de qualquer negociação, saiba quanto você deveria ganhar. Use sites como Glassdoor, Salário.com, LinkedIn Salary para pesquisar salários de posição similar em empresas similares. Converse com mulheres em posição similar (via redes de apoio) sobre quanto ganham. Isso te dá baseline. Não vá para negociação cego.
Documente Seus Achievements
Quando você negocia salário, você está vendendo valor. Não diga “preciso ganhar mais porque meu aluguel subiu”. Diga “aqui estão meus achievements: crescimento de 25% em vendas, redução de 15% em custos operacionais, liderança de projeto que resultou em X.” Numbers falam mais alto que necessidade pessoal.
Timing Importa
Melhor momento para negociar salário é: (1) quando você consegue oferta em outra empresa—você tem leverage, (2) ao final de ano quando está avaliação de desempenho—expectativa é que haja ajustes salariais, (3) quando você terminou projeto importante ou atinge milestone—você tem momentum. Evite pedir aumento do nada, no meio do ano, sem razão clara.
Estratégia de Negociação
Abordagem que funciona: “Tenho apreciado muito trabalhar aqui. Contribuí com [achievements específicos]. Baseado em pesquisa de mercado, posições similares em empresas similares pagam R$ [range específico]. Gostaria de discutir ajuste salarial que reflita meu valor e se alinhe com mercado.”
Isso é: (1) respeitoso, (2) baseado em dados, (3) claro, (4) não emotivo. Gerentes respondem bem para isso. Se gerente diz “não temos orçamento”, diga “entendo. Qual é timeline para revisar?” Mantenha conversa aberta para futuro.
Equilíbrio Entre Ser “Agressiva” e “Simpática”
Estudos mostram que mulheres que negoceiam salário agressivamente são vistas como “agressivas” e penalizadas. Homens que negoceiam salário são vistos como “ambiciosos” e apreciados. Injusto? Sim. Realidade? Sim. Estratégia: negocie firme mas com tom respeitoso. Use linguagem colaborativa (“vamos encontrar solução”) em vez de confrontacional. Pesquisa, dados, e tom respeitoso reduzem chance de ser penalizada por “ser agressiva”.
Saiba Quando Sair
Se você negocia, apresenta dados, é respeitosa, e empresa recusa ajustar seu salário para nível de mercado, é sinal que empresa não valoriza você adequadamente. Sua melhor estratégia pode ser sair. Procure melhor oportunidade em outra empresa. Frequentemente a melhor maneira de aumentar salário é mudar de empresa, não negociar com empresa atual.
Programas de Diversidade nas Grandes Empresas de Agro
Grandes empresas estão tomando diversidade a sério. Bayer, Syngenta, BASF, Corteva, FMC têm metas de diversidade. 30% de mulheres em posições de liderança até 2030, por exemplo. Isso significa que posições estão sendo criadas. Mulheres estão sendo promovidas. Oportunidades aumentam.
Como Aproveitar Programas de Diversidade
Se você trabalha em empresa grande: Descubra se empresa tem programa de diversidade. Procure no site, no LinkedIn, pergunte em RH. Identifique líderes do programa. Conecte-se com eles. Expresse interesse em fazer parte. Esses programas frequentemente oferecem mentoring, desenvolvimento de liderança, networking. Acesso a isso acelera sua carreira.
Se você procura emprego: Procure por empresas com programas de diversidade explícitos. Elas estão more likely a contratar mulheres, a promover mulheres. Em sua candidatura, mencione interesse em contribuir com objetivos de diversidade. Isso mostra que você alinha com valores da empresa.
Passo a Passo: Seu Plano de Crescimento como Mulher no Agro
Passo 1: Identifique Seu Caminho (Mês 1)
Qual área te atrai? Marketing digital, sustentabilidade, AgTech, gestão? Defina. Depois defina onde você quer estar em 5 anos. Gerente? Diretora? Fundadora? Isso guia suas ações.
Passo 2: Conecte-se com Rede de Mulheres (Mês 1-2)
Junte-se a “Mulheres do Agronegócio” ou similar. Participe de eventos. Conecte-se com 5-10 mulheres que já estão onde você quer chegar. Peça mentoria. Acompanhe seu desenvolvimento de perto.
Passo 3: Desenvolva Expertise Técnica (Contínuo)
Você não consegue liderar em área que você não domina tecnicamente. Invista em aprendizado. Cursos, certificações, leitura, projetos. Se é marketing, aprenda marketing digital + agronegócio. Se é sustentabilidade, aprenda legislação + certificações. Se é AgTech, aprenda tecnologia específica. Expertise é fundação.
Passo 4: Busque Atribuições Estratégicas (Contínuo)
Não fique em operacional pure. Procure por projetos estratégicos. Projetos que colocam você em frente a pessoas sênior. Projetos que têm visibilidade. Esses projetos te posicionam para promoção.
Passo 5: Documente Seus Resultados (Contínuo)
Mantenha lista de achievements. Quantifique quando possível. “Implementei sistema que reduziu custos em 15%”, “Lideiei equipe de 5 pessoas e tivemos crescimento de 20%”, “Meu projeto gerou R$ 500 mil em revenue.” Quando chegado hora de avaliação ou promoção, você tem dados prontos.
Passo 6: Promova-se Estrategicamente (Contínuo)
Mulheres frequentemente são tímidas em promover seu próprio trabalho. Não seja. Fale sobre seus achievements de forma apropriada. Em reuniões de team, compartilhe resultados. Em conversas com liderança, mencione contribuições. Promotions não vêm para pessoas invisíveis.
Passo 7: Saiba Quando Mover (Contínuo)
Se empresa não está oferecendo oportunidade, mude. Melhor posição frequentemente vem de mudar de empresa. Aprenda a reconhecer sinais: se você foi passada para promoção consistentemente, se seu salário não acompanha mercado, se cultura ainda é tóxica para mulheres. Esses são sinais hora de sair.
Exemplos Reais: Desafios e Como Superar
Cenário 1: Você está em reunião com clientes (maioria homens). Faz sugestão. Ninguém reage. Colega homem faz sugestão similar 10 minutos depois. Todos adoram. Frustração real. O que fazer? Na próxima reunião, repita sua ideia mas de forma mais assertiva. “Gostaria de expandir em ponto que mencionei anteriormente…” Se continua, talvez essa não seja empresa certa. Ou escalava para seu gerente. “Vi que minha ideia não foi ouvida em reunião, mas colega homem trouxe similar ideia depois. Como navegamos isso?”
Cenário 2: Você é a única mulher em equipe principalmente homem. Conversas em happy hour incluem tópicos que não se sente confortável. Piadas potencialmente ofensivas. Você não é convidada para atividades informais. Resultado: você se sente isolada, fora do loop. O que fazer? Não deixe isso acontecer silenciosamente. (1) Crie suas próprias atividades. Convide pessoas para café, almoço, atividades que você aprecia. (2) Se comportamento é ofensivo, fale diretamente ou via RH. (3) Conecte com outras mulheres na empresa para solidariedade.
Cenário 3: Você quer tomar maternidade. Aí preocupa com carreira. Gerente deixa claro que maternidade vai prejudicar seu crescimento. Legal? Não. Realidade? Sim. Estratégia: saiba seus direitos. Lei oferece proteção. Mas também, converse com outras mães que trabalharam em empresas que você acha que quer. Descubra como outras navegaram. Procure por empresa que tem política clara de suporte a mães. Essa é conversa você precisa ter antes de maternidade.
Ferramentas e Recursos para Mulheres no Agro
Agora Academy: Cursos especializados em agronegócio. Inclusive tem programa específico para mulheres em agro.
Glassdoor: Para pesquisar salários, ler reviews de empresas de forma anônima. Útil para entender se empresa é boa para mulheres.
LinkedIn: Use para conectar com mulheres em agro. Pesquise mulheres que trabalham onde você quer trabalhar. Conecte. Quer café virtual. Aprenda com elas.
Podcasts: “Mulheres Empreendedoras”, “Histórias de Impacto” frequentemente têm episódios sobre mulheres em agronegócio. Inspirador e educativo.
Coaching executivo: Se você está em cargo de liderança e quer impulsionar carreira, coaching 1-1 com coach especializado em mulheres em liderança pode valer investimento.
Exemplos Reais de Crescimento de Mulheres em Empresas Agro
Amanda, que começou como coordenadora de eventos em multinacional, agora é gerente de marketing regional. Seu crescimento: propôs ideias, executou bem, ganhou visibilidade, foi promovida. Caminho de 6 anos, 3 promoções, crescimento salarial de 80%.
Beatriz, agrônoma que entrou fazendo sales support, agora é gerente de contas regionais. Seu segredo: aprendeu negócio tão bem quanto agronomia. Vendeu bem. Foi ouvida em reuniões. Promovida. Hoje lidera região inteira.
Carla, que entrou como pesquisadora em empresa de pesquisa, agora é diretora de inovação. Seu caminho: pesquisou bem, publicou bem, propôs iniciativa de inovação, lideou projeto bem-sucedido, foi promovida. 8 anos para chegar a diretoria.
Perguntas Frequentes sobre Mulheres no Agronegócio
P1: Discriminação de gênero é um problema real ou estou sendo paranóica?
R1: Discriminação de gênero é real no agro. Mas nem tudo é discriminação. A melhor estratégia é: (1) documenta comportamentos que parecem discriminatórios, (2) procura feedback de outras mulheres—se elas também sentiram, é padrão, (3) se é padrão, escalada para RH ou procura sair, (4) se é incidente isolado, pode ser apenas pessoa tóxica, não necessariamente organização inteira.
P2: Devo mencionar que sou mulher quando estou buscando posição?
R2: Não é necessário (já está óbvio). Mas você pode mentar que tem interesse em contribuir com objetivos de diversidade da empresa, se sabe que empresa tem programa de diversidade. Isso mostra que você alinha com valores. Mas não faça parecer como se você está aplicando “porque sou mulher”. Você está aplicando porque é boa para posição.
P3: Como balancear ser assertiva sem ser vista como “agressiva”?
R3: Essa é real dinâmica. Melhor estratégia: (1) use dados e lógica, não emoção, (2) use tons colaborativos (“vamos encontrar solução”) em vez de confrontacionais, (3) reconheça perspectivas alheias antes de oferecer sua, (4) seja consistente. Se você é assertiva e competente consistentemente, com tempo pessoas aceitam como seu estilo, não como agressividade.
P4: É ruim que eu queira maternidade e carreira?
R4: Não é ruim. Milhares de mulheres têm ambas. O desafio é que sistema em muitas empresas ainda não apoia bem mulheres que querem ambas. Sua estratégia: (1) procure por empresa que tem cultura supportiva de mães, (2) se empresa não suporta, seja clara sobre suas necessidades antes de aceitar posição, (3) negocie flexibilidade como parte do pacote. Se empresa oferece, você consegue ter ambas.
P5: Como lidar com “vibe” masculina de vendas de campo ou operação?
R5: Algumas estratégias: (1) não tente ser “um dos meninos”, seja você mesma, (2) ganha respeito através de competência—venda bem, conheça área bem, (3) encontra outras mulheres na área para solidariedade, (4) se ambiente for tóxico demais, mude. Existem times, empresas com ambiente melhor.
P6: Vale a pena buscar liderança ou devo apenas focar em sendo boa em meu cargo?
R6: Ambos. Ser boa em seu cargo é fundação. Mas se você quer impacto maior, quer influência, quer salário maior, você precisa ir para liderança em algum ponto. Liderança oferece alavancagem—sua contribuição através de outras pessoas amplifica. Procure crescimento.
Conclusão: O Futuro para Mulheres no Agronegócio é Brilhante
O agronegócio brasileiro está mudando. Não é mudança rápida. Não é mudança sem resistência. Mas mudança está acontecendo. Universidades estão formando mais mulheres. Empresas estão criando programas de diversidade. Mercado está reconhecendo que talentos não têm gênero.
Se você é mulher e está considerando carreira no agronegócio, existem desafios. Mas também existem oportunidades incríveis. Marketing digital, sustentabilidade, AgTech, gestão—todas áreas onde mulheres podem ter carreiras excepcionais. Redes de apoio existem. Mulheres líderes existem. Programas de desenvolvimento existem.
O que você precisa é: clareza sobre onde quer chegar, disposição para trabalhar duro, disposição para se promover, disposição para mudar de empresa se necessário, e conexão com rede de mulheres que pode te apoiar.
O agronegócio representa 27% do PIB do Brasil. Representa 20+ milhões de empregos. Essa é oportunidade enorme. Não deixe discriminação de gênero—real ou percebida—te afastar dessa oportunidade. Enfrente, negocie, cresça, e chegue topo. O setor precisa de você.
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COMECE AGORA →Rodrigo Loncarovich
Fundador da Agro Academy. Especialista em marketing e vendas no agronegócio.
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